Minha razão

Olá!!
Criei esse espaço para postar subjetivações subjetivantes do sujeito que sou!
Filosofia, psicologia, educação.
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quinta-feira, 21 de outubro de 2021

A balança

Buracos Negros e explosão de galáxias

Entropia e Neguentropia

Contração e expansão

Destruição e criação

Hilotrópico e holotrópico

Inconsciente e consciente

Irracional e racional

Aqui em nosso mundo ocorrem as duas possibilidades.

Hora uma sendo oficial e outra sendo anti-oficial

E nos meio das duas a massa oscilante.

Melhor posicionar-se logo e deixar de ser oscilante junto com a massa.

sábado, 2 de janeiro de 2021

A base de minha formação

Quero agradecer e honrar minha mestra e meus mestres. Apresento, respeitando a ordem de chegada em minha vida e dispostos em sentido horário, o chileno Doro Ortiz, o brasileiro Mário Baldani, a argentina Maria Adela Palcos e o cubano Fernando González Rey. (*as fotos eu consegui dando um google imagem no nome de cada um. Agradeço aos parceiros de caminhada que compartilham essas imagens na rede mundial).

Juntas, essas pessoas conjugaram em mim um saber latino-americano que nos brinda com incríveis vias, bastante acessíveis, de compreensão e transformação do mundo que vivemos.

Do Doro trago toda a minha base psicanalítica com seus desdobramentos em Jung e Reich. Também aprendi com ele a Gestal-terapia. Trago também desse mestre a compreensão da quadrinidade, carro chefe pedagógico do atendimento clínico que faço. Foi meu primeiro professor e o responsável pela minha base mais sólida.

De Baldani trago todo o saber da biocibernética (o complemento "bucal" deixo para meu companheiro de vida, Saulo Teles). Sou grata por viver a oportunidade de transformar esse saber em textos escritos e em pessoas formadas. Com muitos passos por esse caminho biociberneta abri muitos espaços. O mais legal do Mário é que ele não nos entregava o saber pronto e definido e é dele que trago o afã de saber sempre e mais. A forma que ele nos passava o saber foi embora com ele, pois Mário foi único. Imensa sorte tê-lo encontrado.

De Maria Adela trago a certeza de que o movimento cura e de que os opostos nos aprisionam quando demasiadamente tensionados e compartimentalizados. Trago a compreensão da harmonização do todo pelo seu alinhamento. Desse grupo de professores só Maria Adela está viva hoje. Eu planejava estar com ela na Cordilheira em 2020 e a circunstância de pandemia tornou nosso reencontro mágico, transformando toda a possibilidade de vivência com o seu trabalho e o grupo se fez ao seu redor. O Rio Aberto por Maria Adela é meu profundo espaço de cura. Canto e danço e danço e canto e rodo e fluo. A imagem é da Maria Adela que conheci em 1992 e que me graduou em 1997, pois ainda é assim que ela reverbera, mesmo que hoje ela esteja com quase 90 anos. Seu corpo físico é conduzido por seu corpo de luz, tenho certeza disso.

Do Fernando trago meu saber mais primoroso para a saúde e a educação, que é o entendimento da subjetividade. Esse saber transformou minha confiança em atuar na clínica, no desenvolvimento e na formação de pessoas. Com ele consegui vir a ser doutora. Ele foi o professor amigo, não o professor autoridade. Ele tentou assumir uma autoridade e, então, nós brigamos. É muito difícil um aluno vir a ser autor com um professor autoridade. O processo fica mais doloroso. Por isso te guardo em meu coração, Fernando, como o meu mais professor amigo. Contigo eu perdi muito o meu medo dos mestres e das autoridades. Nós demos certo como parceiros e assim vou te carregar pela minha vida: um grande parceiro.

Tudo o que essas pessoas me ensinaram eu escrevo em meu blog desde 2011, sitio que faz aniversário de 10 anos agora em 2021. É  aqui que, a partir de minha academicista, de minha poeta, de minha escritora, compartilho todo esse saber, que se re-atualiza sempre.

Com essas pessoas aprendi que é importante ter discurso, mas que se eu não tiver a prática, o discurso não se sustentará. E que a prática constante flexibiliza o discurso e o transforma.

Tive também outros mestres, todos significativos. Aquelas e aqueles que me ensinaram psicologia, terapia craniossacral, organização de coletivos, educação ambiental, ecologia e transpessoalidade. Entretanto, esses quatro sustentam aquilo que defendi em meu doutorado: aprender em si mesmo. Em outras palavras, a produção de sentido do sujeito do conhecer e aprender.

Estou ao dispor para aquelas e aqueles que queiram conhecer um pouco mais desse saber em si mesmo. Essa tem sido minha modalidade pedagógica e terapêutica.

Comunico que entro 2021 com os atendimentos online e que estou somando ao saber conquistado com esses mestres a biodecodificação prática de C. Flèche, formação em andamento.

E pretendo firmar os atendimentos em grupo junto com uma equipe que passou o ano da pandemia firme e reunida em trabalhos de autoconhecimento, estudos teóricos e supervisão. Grupo, galera, pra funcionar mesmo, só em grupo!! :)

É um prazer compartilhar isso com vocês agora, nesse segundo dia de 2021, dia 02.01.2021.

Que venha, então, mais um ano de nossas vidas.

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

Um rio que se abre e flui

O que me impede de fluir?, pergunta Ana Michaela na roda de trabalho sobre si.
Vamos observar nossa luta, nossas relações de poder. Vamos expressar o dominador e o dominado.
E força no movimento!!

Então, colocando força no movimento, vejo que não aguento mais essa luta dual e aprisionante do dominador e do dominado, e me movimento para a liberdade. E me liberto e danço livre, de um polo a outro polo e, a partir dai, encontro meu centro.

Finaliza a vivência e vamos ao grupo de quatro compartilhar. E lá no grupo encontro a dor. A primeira parceira traz a dor que o corpo sente por um vírus não totalmente debelado. As outras duas trazem as dores do corpo maduro, aquele que de tanto andar sobre a terra já carrega algumas dores. E eu, então, conecto com dores no corpo e, conversando sobre dor, dominador e dominado, chegamos ao seguinte resumo grupal.

A dor.
A dor paralisa.
Mas eu tenho o convite ao movimento.
Então, venço a dor e movimento meu corpo.
O corpo domina a dor.
O movimento liberta a dor.
No jogo de poder do dominador e do dominado.
O movimento domina a dor e liberta a dor.
Dominador, libertador.

Esse post veio abrir o marcardor Río Abierto no meu blog. 
O rio aberto que tudo abre, que tudo leva, que tudo transforma.
Ao transformar abre nossos espaços.
Permite que, dando passos, eu abra espaços.
Eu já pude trazer aqui para o blog o Rio Aberto, mas não explicitamente.
O fato é que esse ano resolvi voltar às rodas de movimento com mais frequência e me vejo mobilizada nesse todo desse grande grupo, que agora está conseguindo se encontrar mais frequentemente, pois a pandemia nos aproximou. Alegria de estar e ser em um grupo forte e transformador do ser. Alegria de poder evoluir junto com um Río.

Somos os mesmos. Estamos na mesma. Ainda que sejamos absolutamente singulares, estamos nesse grande Todo da Vida na Terra.
E estamos aqui em vida para nos ajudarmos mutuamente.
O tempo do guru passou e agora o mestre está dissolvido nas escolas, que serão nossas mestras e mestras de nossos descendentes.
Os últimos gurus estão velhinhos e logo irão passar, mas as escolas que construíram no tempo oportuno não passarão. E nós seremos os passarinhos que iremos flutuar na vida e bebericar as gotas desses saberes que ficaram todos disponíveis após a passagem dos Mestres pela vida.
Nossos mestres nos deixaram as escolas e elas se fazem com grupos. Grupos são a unidade na diversidade. Nunca seremos homogêneos, nem devemos. Somos a integração da diversidade necessária à unidade. E somos aqueles que guardarão a responsabilidade de manter o saber vivo, respeitando suas raízes profundas e suas ramagens que mudam em cada estação.

Saúdo esse Río, esse rio, essa abertura, esse fluxo.
Lugar onde aprendi a arrumar minha casa para ganhar espaços.
Alinhar meus saberes para ajudar, ajudando-me.

Muito amor, Grande Rio!
Muito amor, Maria Adela Palcos! Gratidão por seu saber, sua prática e sua canalização.
Muito amor, Susana Milderman! Sei que também preciso te reverenciar como mestra!
Muito amor, Rio Aberto brasileiro. Sinto-me parte de sua raiz e força!
Sou grata, muito grata!